É... A porta abandonada
que leva ao outro lado
aberta de repente no medo da noite
Sou eu
A promessa esquecida
de um coração magoado
A chuva de um inverno no chão da cidade
Sou eu
A flor acostumada
ao frio do cerrado
O pássaro liberto chegando ao deserto
Sou eu
Febre, veneno, dor, alucinação
Fruta proibida, delírio, sensação
no meio da rua
ardendo no fogo
crescente da lua
Eu sou
Navio destinado
a porto malseguro
Luz de vela no escuro, o buraco no muro
Sou eu
O amor que chega à frente
do ódio bem guardado
O riso antes do grito, o sorriso do aflito
Sou eu...
(Tavito e Luiz Carlos Sá)
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
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